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Concelho de Palmela
Concelho de Palmela
Concelho de Palmela Quarta-feira, 26 Janeiro 2011 05:35

interior do Castelo de Palmela; ou, então, um fim de tarde e noite bem animados durante a Festa das Vindimas que decorre ao longo de seis dias, centrados no primeiro Domingo de Setembro. A proliferação, por todo o concelho, de um grande número de sociedades filarmónicas e recreativas expressa uma forte tradição ligada à música e traduz-se no elevado número de alunos do Agrupamento que frequentam essas mesmas sociedades, assim como os conservatórios e escolas de música existentes quer no concelho quer na cidade de Setúbal.



Concelho de Palmela Quarta-feira, 26 Janeiro 2011 05:35
Instituído em Março de 1185, por Foral outorgado por D. Afonso Henriques, o concelho de Palmela tem cerca de 460 Km2, distribuídos por cinco freguesias: Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo, Marateca e Poceirão. Situado entre os rios Sado e Tejo, o concelho sofreu, nos últimos tempos, uma mudança considerável, que se revela não só na diversificação do tecido sócio-económico, como também na demografia. Dotado de uma enorme riqueza a nível de património natural, histórico e cultural, o concelho de Palmela oferece, a quem nele vive e ao visitante ocasional, uma diversidade de locais e actividades aprazíveis: um passeio pela Serra do Louro e Vale dos Barris, em pleno contacto com a natureza da Serra da Arrábida; uma visita pelas Igrejas de S. Pedro, da Misericórdia e de Santiago, esta última localizada no

Hermenegildo Capelo

hermHermenegildo Carlos de Brito Capelo nasceu em 1841 no castelo de Palmela. Era filho de um dos mais ilustres governadores de Palmela - major Félix António Gomes Capelo e de D. Guilhermina Amália de Brito Capelo. Assentou praça na marinha em 1855, terminando o curso em 1859. Em 1860 embarcou como guarda -marinha na corveta Estefânia, envolvida no transporte de tropas para a campanha militar em Angola. Em 8 de Março de 1871 combateu no ataque à Canconga, em território Guineense, distinguindo-se pelo seu valor e disciplina. Hermenegildo Capelo conservou-se três anos na estação naval de África Ocidental. Entre 1863 e 1870 viajou várias vezes entre Lisboa e África tendo sido promovido a segundo tenente em 1864. No ano de 1871 foi enviada uma expedição à Guiné da qual fazia parte Hermenegildo Capelo.

  

AS EXPLORAÇÕES DE HERMENEGILDO CAPELO

Nos últimos anos do século XIX Hermenegildo Capelo acompanhado por Roberto Ivens e Serpa Pinto, integrou uma expedição científica que tinha por objectivo a exploração dos territórios entre Angola e Moçambique e das bacias hidrográficas dos rios Zaire e Zambeze e assim concluir a Carta da África Centro-Austral. A meio do empreendimento, um desentendimento entre Hermenegildo Capelo e Serpa Pinto levou-os à sua separação, seguindo este último para uma viagem à contra costa enquanto Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens percorreram as regiões de Benguela até às terras de Iaca, tendo delimitado os cursos dos rios Cubango, Luando e Tohicapa. O êxito da expedição ficou perpetuado no livro De Benguela às terras de Iaca. Face à necessidade de criação de um atlas geral das colónias portuguesas e de estabelecimento de ligações comerciais entre Angola e Moçambique, Capelo e Ivens regressaram a África em 1884. Estudaram primeiramente entre a costa e o planalto de Huila e depois através do interior até à região de Quelimane, em Moçambique, tendo esta expedição durado 7 meses.

 

O FIM DA CARREIRA DE HERMENEGILDO CAPELO

Hermenegildo Capelo regressou à metrópole em 1885 e foi recebido pelo rei D. Luís. Posteriormente, foi nomeado para outras missões, tais como vice-presidente do Instituto Ultramarino e ajudante-de-campo dos reis D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II. Hermenegildo Capelo foi ministro plenipotenciário junto do Sultão de Zanzibar, organizador de uma carta geográfica da província de Angola, delegado do governo num congresso de Bruxelas e presidente da comissão de cartografia. Hermenegildo Capelo foi promovido a contra-almirante em 17 de Maio de 1902 e a vice-almirante em 18 de Janeiro de 1906. Muito dedicado ao rei D. Manuel II, acompanhou-o até à partida para o exílio, em 5 de Outubro. No dia 24 do referido mês deu por terminada a sua carreira militar.

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